quinta-feira, 23 de julho de 2009

My Greatest.


(Desculpe a demora para postar, semana de simulado é foda.)
Então... De uns dias pra cá, já tô meio nostálgica. Parece que passou tudo tão rápido. Num piscar de olhos, aquele momento escorreu sob meus dedos.
Primeiramente, já fui agraciada com pessoas ótimas (mesmo que talvez nem tenha falado com todas direito, mas enfim. Todos ali compartilharam a mesma sensação que a minha e isso já faz com que tenhamos uma 'conexão', certo? haha). Depois, eu e o Bruno fomos correr até o hotel pra chamar a mãe - por sobrar um ingresso (e no meio do caminho compramos bottons haha). Quando voltamos, o show já tinha começado. Nós saímos em disparada, correndo que nem uns doidos em direção ao palco. E lá estava ela. Com aquela tradicional camisa verde, calça preta e tênis. Ao fundo, a banda.
Que nome se daria pro sentimento que eu tive naquele momento? JURO POR DEUS, que eu não sou daquelas fãs neuróticas fervorosas, que sabem ate a marca da calcinha da Chan hehe. Mas... sei lá. Na real,eu não sabia bem se toda aquela emoção que eu sentia era pela dificuldade de ter chegado até lá, pela música (em Metal Heart eu já não via mais nada), ou por realmente estar VENDO aquela mulher na minha frente. É um misto de felicidade, realização, com pavor de que tudo aquilo acabasse logo (eu nunca consigo ver só o lado bom né HAHA).
O show se seguiu com aquelas típicas versões-versões que a Chan faz. Ou seja. O cover do cover dela. HAHA. E isso é uma das coisas mais fascinantes que eu acho nela. Sempre mudando. Tudo o que ela faz, seja cover ou não, é original (Mãe, quando eu crescer, quero ser Cat Power).
Pro final do show, (Ramblin' Woman eu já tava de pé) eu já tava meio triste. Quando começou Anjelitos Negros já me deu um aperto. Quando a galera começou a ir lá pra frente, um segurança filho da puta me segurou. Comecei a chorar compulsivamente, já tava quase enfiando o dedo no olho dele, até que ele me soltou e enfim...
Ela veio vindo, veio vindo.
- CHAAAAAAAAN! Chaaaaan! I came from far away to see you. I love you. (Odeio o fato de ter dito só isso. na hora me deu um branco da porra, devia ter ensaiado algo.)
- Hey, thank you! Don't cry!
Entreguei meu cartaz pra ela (também arrependida por ter escrito "Hey Chan sing one for me" ao invés de "Giving you my heart was my plan....."). Devia ter posto pelo menos nome e tal. Mas enfim.
Agora minha espera é pelo próximo, já que meio que me acostumei com isso. Queira Deus que isso não demore tanto.
Em resumo... Acho que posso dizer que foi uma experiência única na minha vida até agora. Naquele dia, eu pude afirmar com todas as letras que eu era a pessoa mais feliz e realizada do mundo. Só posso agradecer a minha mãe por todo o esforço. Pelo Bruno, Mia, Clara, e todas as outras pessoas lá presentes, que por mais "meia palavra" que tenhamos trocado, já marcou muito. A 'energia' toda daquele lugar era meio mágica.
É isso que essa Chan Marshall me proporcionou. E que me proporciona todo o dia quando eu escuto a voz dela.
Obrigada, obrigada, obrigada!
and I promise, I won't cry the next time. HAHA.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Meu Coração de Metal.



Não sei vocês. Mas sabe quando realmente se tem um ídolo que tu sonha conhecer, em um dia ver o show, conversar, cantar....? Pois é. Eu tenho. Conheci uma tal de Chan Marshall há uns dois, três anos atrás (no auge do meu fanatismo por Coldplay). Um amigo meu (que por sinal, vou conhecer amanhã) a apresentou pra mim. Disse que ela era legal, tinha uma voz bonita, e tocava. Isso me chamou a atenção. Aí fui eu no last fm. Era bem a época de lançamento do The Greatest (que recebeu uma ótima crítica). Apaixonei instantaneamente. Could We, The Greatest, Lived In Bars. Youtube. Vídeos. Entrevistas. A partir daí fui conhecendo o mundo dessa menina-mulher que em certos momentos faz com que tu te sinta a pessoa mais feliz da face da terra, só com um sorriso. Outras, te faz sentir como se tu fosse esmagada em cada centímetro do corpo.
"...I once was lost but now i'm found was blind
But now I see you
How selfish of you to believe in the meaning of all the bad dreaming
Metal heart you're not hiding
Metal heart you're not worth a thing..."
Como alguém consegue exprimir tanta dor em uma estrofe? Sinceramente, no dia que eu chegar nesse ponto, acho que parte dos meus objetivos de vida já estarão previamente concluídos (rs).
Não sei se eu posso tá parecendo boba e tal, mas sei lá. É um misto de admiração com... sei lá, me encontro tanto nela, nas músicas dela, e no jeito como ela se expressa que sinto como se ela fosse um pouco minha (por favor gente, eu não sou maluca, nem lésbica heheheh).
Amanhã é o dia em que tudo isso que eu disse se torna um pouco mais real. Mais "humano". Eu nunca fui de acreditar "ah meus sonhos um dia se realizarããão" - não que eu não tenha essa intenção, mas sempre vi isso como algo meio dramático demais. Acho sonhos, deviam ser feitos de maneira racional.. Óbvio que isso é ridículo, aliás, se fossem assim, eles não teriam esse nome, porém, poupariam decepções posteriores.

"There’s a dream that I see,
I pray it can be
Look cross the land, shake this land
A wish or a command
I Dream that I see, don’t kill it, it’s free
You’re just a man, you get what you can
We all do what we can ."

Enfim, não tenho do que reclamar. Afinal, vou ter "meu final feliz". E a cada minuto que passa, sinto como se ela tivesse mais perto de mim.

Obrigada Chan.
"Giving you my heart was my plan. Can I finally tell you?"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Velha.

Curioso como as pessoas são tão imaturas a ponto de não correrem atrás das coisas que prezam. Como são medrosas e inseguras, e como parecem transparecer o contrário. Todos são hipócritas porque todos certamente já agiram assim pelo menos uma vez na vida.
Curioso como as pessoas não dão valor às outras, e acham que podem se sobressair disso, por mas que em alguma ocasião possam parecer arrependidas. Desculpas não apagam o que foi feito. Sim, não estou falando que não possa ser dada segunda chance. Mas não segundaS chanceS, no plural. Há o limite em que se separa o senso de "compaixão", de "compreensão" para palhaço de circo.
Só que diante disso, as pessoas ainda não se dão conta do QUANTO elas podem perder por pura falta de maturidade, irresponsabilidade. Um dia, e eu sinceramente torço para tal, vai chegar a hora em que o indíviduo vai parar para pensar e pesar na balança do que vale mais para ele.
"Diversão"? (coloco entre aspas porque esse conceito varia de pessoa para pessoa)
Futilidades?
Sexo?
Uma vidinha movimentada?
Do que vale tudo isso se quando tudo isso acabar tu ainda vai se sentir vazio por dentro. Nada disso te acrescenta coisa alguma. E quando finalmente olhar pra trás e tentar mudar, vai ver que talvez o tempo já tenha passado além e que agora as coisas podem ser mais difíceis.
É. E eu dando uma de racional. Hahaha, tudo bem, eu posso ser uma velha precoce que se sente insatisfeita com as coisas 90% do tempo, e que momentos de felicidade (por mais que possam ser construídos da maneira mais simples possível, seja com um gesto, um sorriso, uma palavra, um elogio, uma música..) são extremamente raros. É. Eu posso tá jogando parte da minha vida fora, segundo a maioria. Mas fazer o que? Quando se tenta mudar, é sempre jogado um balde de água fria. E eu sozinha, acredito que não seja capaz de conseguir.
É. Lá vamos nós de novo.
Obs¹: vendo o lado bom das coisas: agora resta-me mais tempo para estudar.
Obs²: só para não dizerem que sou uma velha pessimista.
Obs³: quando eu for realmente velha, quero ser a Maria Alice Vergueiro, minha musa, Pantera.

domingo, 28 de junho de 2009

Amelia

Não sei se tremo de frio ou raiva. As pessoas não fazem mais que cobrar umas das outras algo que elas queiram que elas sejam. Não há nada mais egoísta do que gostar de alguém. Não vivemos para eles, vivemos para nós mesmos. Enquanto as coisas nos fazem bem, nos aproveitamos. quando isso passa, nos desfazemos.ou pelo menos era pra ser assim. Não há nada mais cruel, mais desumano do que cobrar algo de alguém sem que ela tenha condições para oferecer. Pior ainda é quando, no mínimo, não há respeito nem coerência com que se diz isso. Não há sentido em cobrar sinceridade se não somos sinceros. não há coerência em cobrar carinho, afeição e reciprocidade se ao menos uma das partes não tenta abrir os olhos da outra, mas com RESPEITO e calma. E não há ninguém que cobre isso mais do que eu para mim mesma. Não preciso de gente que queira que eu seja tudo isso. Não preciso que me lembrem que eu tenho que estudar. Que eu tenho que ser uma boa pessoa. Que eu tenho que ser educada, madura, sensata. SÓ O QUE EU GANHO COM ISSO, SE NINGUÉM PARECE ME CONTRIBUIR? É FACIL COBRAR E COBRAR. CADA UM TEM SEU TEMPO.NEM TUDO O QUE EU GOSTARIA QUE EU FOSSE, EU CONSIGO SER.NÃO CONSIGO SER UMA BOA FILHA. UMA ÓTIMA AMIGA. UMA COMPANHEIRA IDEAL.MAS EU TENTO. É só isso que eu gostaria que soubessem. Peço desculpas a quem atinjo com isso.Mas não esqueçam, não há necessidade de me lembrarem disso. Eu constantemente me cobro sozinha. Jogar suas frustrações em mim não fará diferença alguma, só com que eu acumule a sua com a minha.
Aprendam a compreender e a ter razão antes de cobrarem algo dos outros. Eu nunca o faço porque não sou hipócrita a esse ponto. Por isso prefiro ficar sozinha, e quieta. Não incomodo ninguém. Não faço diferença na vida de ninguém. Só incomodo a mim mesma, mas quem se importa?

"I guess I never really loved,
I guess that is the truth,
I spent my life in clouds at icy altitudes
And looking down on everything,
I crashed into his arms
Oh, Amelia.. it was just a false alarm.

Dreams, amelia, dreams and false alarms.*"
http://www.youtube.com/watch?v=N6d2RG2Rl64

* ver Amelia Earhart

domingo, 14 de junho de 2009

Transição

Engraçado como é o ciclo de vivência que a gente passa. É sempre a mesma coisa. O que se leva delas é o amadurecimento.
De todas as etapas que a gente passa (seja profissional, amorosa, etc), sempre fica algum receio, alguma expectativa, alguma vontade, algum sonho.
No meu caso, penso no quanto isso influencia na minha capacidade de tomar alguma atitude agora. No que me restou de tempos atrás, ficou certo medo, insegurança. Não que isso seja ruim, mas o fato de não conseguir andar sem se desprender a algo que já foi... não é legal.
Precaução nunca é demais, segundo minha vó HAHA
Ela tá coberta de razão. A questão é até onde isso vai sem se tornar um martírio que faça com que deixemos de viver o que está na nossa frente.
Hoje, não se pode confiar em ninguém de cara, sem se conhecer a fundo. Mas como podemos confiar em alguém se não conseguirmos confiar em si mesmos?
E a mudança? Como conseguir mudar nossas fraquezas? Reconhecê-las, já é um bom começo. Mas a mudança de hábitos e a troca de certos "pré-conceitos" dos quais estamos acostumados a usar (mesmo que involuntariamente) pode fazer com que essa "jornada" seja mais difícil. A preguiça está sempre associada no modo como agimos.
Nesse texto, acho que só fica a intensão. A intensão de mudar, de me tornar alguém mais confiante e firme, mais ativa, mais alegre. Só assim poderei expressar isso de modo transparente, sem falsas atitudes, sem enganos. Tenho que me convencer que faço isso para mim e só. A minha insatisfação pode intervir nos meus atos, mas não no modo de pensar. E é a partir disso que me apóio para chegar onde tanto almejo.
Ficar em paz comigo para então, poder compartilhar com os outros.
Quem sabe assim, deixo de ver as coisas do meu modo e vivenciá-las como são. Sem receios e sem medos.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Felicidade?

"Creiam-me, o menos mau é recordar; ninguém se fie da felicidade presente; há nela uma gota de baba de Caim. Corrido o tempo e cessado o espasmo, então sim, então talvez se pode gozar deveras, porque entre uma e outra dessas duas ilusões, melhor é a que se gosta sem doer."
Brás Cubas - Machado de Assis

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quem inventou o vestibular?

A rotina é sempre a mesma. Em tempos de ansiedade, final de trimestre, cursinho, provas, saco cheio e noites mal dormidas, os dias passam cada vez mais lentos. A manhã para mim sempre é difícil. Na minha humilde opinião, a manhã foi feita para ser dormida (há os que se opõem, e eu não os tiro a razão. Mas nada como dormir tarde e acordar tarde). Mas enfim...
As palavras que mais escuto no dia-a-dia são:
UFRGS, VESTIBULAR e ENEM.
Quem foi o desgraçado, miserável, filho de uma égua que inventou o vestibular?
Como o meu próprio professor de história do cursinho disse, o vestibular é um concurso público do qual milhões e milhões de jovens se matam para poderem ser considerados alguém a ser respeitado (isso se aplica às universidades federais, claro). A educação brasileira (já entrando num contexto político) prepara muito bem seus alunos no ensino superior, mas nada adianta se contentar a uma base medíocre que é o ensino público nas escolas. Aí ainda tenho que ouvir comentários, por exemplo, de meninas que estudam em um Rosário ou Anchieta da vida, dizendo que quem depende de cota é burro. É assim no pré-vestibular, onde vários alunos também de colégios particulares, se preparam para concorrer com o cara que estudou a vida inteira em uma escola com uma estrutura precária, falta de professores e uma péssima base de conhecimento.
No fundo, aquelas meninas não estão erradas. Cota é coisa de burro sim, coisa de governo que tenta tapar o sol com a peneira, para poder criar uma boa imagem enquanto não toma as medidas necessárias para uma melhor qualidade no ensino.
Estou enfatizando esse tema pela maior circulação de notícias vinculadas à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, que vem sendo acusada de inúmeras fraudes (no Detran, e durante a sua campanha), tendo comprado uma casa no valor de R$ 1 000 000.
Enquanto isso, escolas estão sendo improvisadas em containers, onde crianças não conseguem assistir as aulas.
É para onde a educação está indo. Para a lata, a lata do lixo.
Diversos movimentos estudantis estão sendo organizados. Um deles é o "Caras Pintadas"(do qual participei algumas vezes), com membros do DCE da UFRGS, que vem fazendo um ótimo trabalho, distribuindo jornais, conscientizando os alunos, passando nas escolas, organizando atos e promovendo encontros com os estudantes para troca de idéias. Um ótimo exemplo de união e força, inspirado ainda pelos primeiros "caras pintadas", lá no tempo do Collor. O oposto da imagem que a maioria da sociedade tem dos jovens. É fato que hoje em dia grande parte não dá valor à política como deveria, justamente por pensar que não há mais ideais nem causas para lutar. Mas dentro de tudo isso, existem as exceções, que tem conhecimento dos problemas que nos envolvem e não só reclamam, como também tentam fazer alguma coisa para tentar mudar a situação.
Peço que não me interpretem mal. Não quero generalizar nada. Reconheço que também existem políticos interessados, e que fazem a sua parte. Reconheço que existam várias escolas públicas excelentes em todos os estados. Mas por que esse privilégio é concedido apenas a uma minoria? Por que para alguns as coisas são tão fáceis e, para outros, tudo tem de ser tão difícil? Essas e tantas outras questões poderiam ser levantadas, e talvez com boa vontade e bom senso, poderiam ser resolvidas. Mas como não adianta falar e não fazer nada, continuo aqui sentada, escrevendo para mim mesma.

Depoimento de uma aluna do terceiro ano do ensino médio, de 17 anos, que há 6 estuda em colégio estadual.