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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Dark, Darko.


Acabei de ver Donnie Darko. Preciso ver de novo.

Tô meio confusa, acho que não ando muito bem por dentro. Às vezes eu me sinto como em 2005, quando tudo ainda desmoronava. Aquilo ainda não saiu de mim completamente. E claro, depois de uma revivada semana passada... enfim.
Me confundo quanto a permanecer a par de tudo, protegida pelo rótulo de criança que não tem maturidade pra entender tudo, segura dentro da própria concha, ou finalmente, crescer.

Enquanto isso, meu interesse por psiquiatria aumenta.
Quando a piadinha de que as pessoas que fazem psico são doidas, e que só entram nod cursos pra primeiramente, tentar cuidar de si mesmas.. Sim, é uma puta babaquice, mas é verdade (pelo menos pra mim).

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Desculpas e projeções.

Eu me desculpo por ser arrogante e sem paciência.Por sair dando patada sem nem ouvir o que tu tem a dizer.
Eu me desculpo por não me dedicar tanto ao que seria minha única obrigação. Mas tenta entender. Isso também não é fácil pra mim. Eu faço o que me obrigam. Me disperso facilmente, mas ao menos eu tento. Às vezes o cansaço me vence. Me sinto triste com isso.
Me desculpo por não falar pra ti das coisas que eu sinto, e mentir de vez em quando. Mas é necessário pra evitar que as coisas ficassem piores.
Me desculpo por não prestar atenção no que tu diz.
Me desculpo por não ser como tu queria que eu fosse. Sou mais parecida com o cara que tu te separou (mas que amou mais de 18 anos), que tu vive dizendo que tem um "gênio" forte demais. Talvez eu tenha herdado isso e, sinceramente, eu tenho orgulho, não vergonha.
Me desculpo por falar contigo só pra te pedir dinheiro ou te cobrar alguma coisa.
Me desculpo por achar chato tudo o que tu fala, e debochar de ti mentalmente quando tu vem com as tuas teorias psicológicas do qual eu acho que tu decora dos discursos das tuas amiguinhas.
Me desculpo por achar que tu é uma baita irresponsável por várias vezes, e não te dizer nada. É que acho que se dissesse ia ser pior.
Me desculpo por achar ridículo tu dizer as mesmas coisas, fazer as mesmas promessas todo o ano e não cumprir nenhuma.
Me desculpo por não te dizer nada disso do que tô escrevendo aqui e deixar que as coisas continuem desse jeito.
Se um dia eu e tu (sim, tu) crescermos, talvez a gente se entenda. Mas acho que as coisas só vão mesmo se acalmar quando uma morar longe da outra. O problema é que eu não sei quando isso vai acontecer, mas.. Sinceramente, eu espero que não demore muito. E espero que tu não me cobre por isso, porque é necessário, não só pra nós, mas pra mim.
Eu herdei a tua ânsia por independência, a tua que até hoje tu não conquistou. E isso eu intimamente cobro de ti, todos os dias.
As coisas poderiam ser muito diferentes se tu e o teu ex-marido tivessem mais cabeça. Mas enfim. Eu espero não ter que pagar por vocês dois. Uma hora os problemas vão cair sobre mim e eu tenho consciência disso.
Vocês são como quando se casaram, dois adolescentes que mal sabiam se virar sozinhos. A diferença é que agora vocês tem 20 anos a mais.
E disso eu nasci. É, tudo bem. Eu sei que se talvez nós fôssemos uma família unida, feliz e bem estabilizada eu talvez seria diferente do que sou hoje. E sei que não teria a cabeça que eu possuo (não que eu tenha muita, mas tudo bem), e isso é um lado bom. Mas eu sou humana, e penso no que as coisas poderiam ser melhores.
Mas uma coisa que a Ângela disse é que em termos financeiros, nada do que a gente ganha é realmente da gente. Não que eu seja ingrata a vocês, porque sei que tudo o que vocês me deram, vocês suaram muito pra conseguir, e deram por mérito de vocês. Reconheço (por mais que as vezes não pareça)isso.
Aí eu vi o lado positivo que talvez, mesmo que eu nunca ganhe de vocês os confortos que os meus semelhantes tem, eu vou poder batalhar por isso. E o mérito vai ser muito maior. Muito.
E aí, um dia eu vou poder mostrar não só pra ti, mas pra todo mundo que a mais quietinha e a menos "sortuda" já caminha com as próprias pernas. A que não é uma fútil cheia de roupas, que estuda na melhor uniiversidade de publicidade ou o adolescentezinho típico, que jura que vai ganhar um carro pós-18 e que perde tempo e dinheiro não prestando a atenção em porra nenhuma na aula de cursinho, contando com o auxílio do papai pra entrar numa puc, ou sei lá o quê.
Haha, não que eu seja melhor do que eles, de maneira nenhuma. Mas sei lá, por mais que eu tenha meus defeitos, eu pelo menos tenho mais noção de como as coisas são. Vou dar mais valor, e vou correr mais atrás das coisas, por mim. Sem depender de vocês. Nem de irmãos, nem de ninguém.
Eu só conto comigo mesma. Essa é a única certeza que eu tenho pro resto da minha vida. E quando eu finalmente alcançar isso, o meu maior desejo é poder retribuir a ti e ao teu ex-marido o que vocês me deram, e, quem sabe, dar a vocês a oportunidade de finalmente de caminharem com as próprias pernas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Auto-suficiência.

Pela primeira vez em muito tempo, me sinto confiante.
Sei lá. Confiante!
Acho que eu enjoei desses meus receios, desses meus medos estúpidos. O que eu tenho a perder afinal?
É quando isso acontece que acaba se percebendo certas coisas que "normalmente" (leia-se confusa ou insatisfeita com algo ou alguém) não se nota.
Como por exemplo, o quanto as pessoas podem parecer mesquinhas depois de certo tempo. A gente fica meses, anos sem falar com elas, e quando as vê, conclui que este ser não mudou nada. Continua com os mesmos hábitos, mesmas leituras, mesmas músicas, mesmos pensamentos, mesmas ações.
Eu realmente devo ter problema. Haha, acho que por eu ser uma pessoa altamente inquieta comigo mesma, por consequencia acabo esperando que os outros também sejam como eu. Talvez por isso acabo enjoando das pessoas. Não há boas conversas, boas trocas de idéias e etc com gente que não tem novidade, que não muda, que não se atualiza. Ou que pelo menos tenha alguma experiência de vida (o que em pessoas da minha faixa etária não conta, obviamente).
O pior de tudo é querer instigá-las, e não obter retorno. Por mais que se tente, há aquelas que não conseguem, simplismente não conseguem se libertar daquele velho "eu". É tão trabalhoso mudar, não?
Talvez por isso, acabo deixando pra trás boa parte de conhecidos meus. Que ou estacionaram no passado ou acabaram regredindo. Como é difícil achar pessoas interessantes, das quais se possa compartilhar coisas. Afinal, é disso que são feitos os relacionamentos, tanto na amizade, como em namoros, etc.
Como diz a Celine, em Before Sunset: "depois de se dar mal algumas vezes, tu esquece as "exigências" e aceita o que a vida dá". É esse o meu medo, de desistir.
Mas agora, neste momento, sinto que sou auto-suficiente. Afinal, viver esperando é algo do qual eu já me acostumei, mas chega certo tempo em que se pesa na balança o que realmente vale a pena. E esperar por alguém, por algo, é um atraso. Só eu posso me contentar, se eu tiver força e capacidade de correr atrás do que eu julgo interessante e importante. Logo, eu atraio pessoas. Isso eu já devia saber. E julgo que quem lê também saiba. Mas as vezes a gente acaba esquecendo, por devaneios usuais.
Ufa. Cansei. Acho que isso tá mais pra desabafo.
Enfim.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

E no final...

Enfim. É isso. Pois é.
Como saber exatamente quando é o momento em que tudo acaba? Quando não há mais nada para ser dito, esclarecido nem mostrado?
Ah. Algumas pessoas tem mais facilidade de perceber. Talvez por desistirem mais fácil. Não que isso signifique fraqueza.
Outras, tentam, tentam e tentam chegar a um lugar que na verdade, nem elas sabem onde pode dar. E isso dá um desgaste...
Mas afinal, por que tudo tem que durar pra sempre? Quem definiu isso?
Todas as coisas que nos pertencem, coisas das quais nos interessamos só fazem sentido enquanto elas nos fazem bem, de certa forma. Por que com relacionamentos as coisas tem de ser diferentes? Pra quê insistir em algo que não se pode mais extrair nada?
Necessariamente, não é preciso haver discussões, brigas e um culpado. Simplismente me dei conta que é hora de me afastar para evitar posteriores dores de cabeça.
E faço isso por mim, nada mais. Afinal, é cada um por si, sempre foi e sempre vai ser assim.

Escrevendo e ouvindo:
Manhattan Skyline - Kings of Convenience
http://www.4shared.com/file/121655894/d6170a2d/13_-_Manhattan_Skyline__Bonus_.html

domingo, 14 de junho de 2009

Transição

Engraçado como é o ciclo de vivência que a gente passa. É sempre a mesma coisa. O que se leva delas é o amadurecimento.
De todas as etapas que a gente passa (seja profissional, amorosa, etc), sempre fica algum receio, alguma expectativa, alguma vontade, algum sonho.
No meu caso, penso no quanto isso influencia na minha capacidade de tomar alguma atitude agora. No que me restou de tempos atrás, ficou certo medo, insegurança. Não que isso seja ruim, mas o fato de não conseguir andar sem se desprender a algo que já foi... não é legal.
Precaução nunca é demais, segundo minha vó HAHA
Ela tá coberta de razão. A questão é até onde isso vai sem se tornar um martírio que faça com que deixemos de viver o que está na nossa frente.
Hoje, não se pode confiar em ninguém de cara, sem se conhecer a fundo. Mas como podemos confiar em alguém se não conseguirmos confiar em si mesmos?
E a mudança? Como conseguir mudar nossas fraquezas? Reconhecê-las, já é um bom começo. Mas a mudança de hábitos e a troca de certos "pré-conceitos" dos quais estamos acostumados a usar (mesmo que involuntariamente) pode fazer com que essa "jornada" seja mais difícil. A preguiça está sempre associada no modo como agimos.
Nesse texto, acho que só fica a intensão. A intensão de mudar, de me tornar alguém mais confiante e firme, mais ativa, mais alegre. Só assim poderei expressar isso de modo transparente, sem falsas atitudes, sem enganos. Tenho que me convencer que faço isso para mim e só. A minha insatisfação pode intervir nos meus atos, mas não no modo de pensar. E é a partir disso que me apóio para chegar onde tanto almejo.
Ficar em paz comigo para então, poder compartilhar com os outros.
Quem sabe assim, deixo de ver as coisas do meu modo e vivenciá-las como são. Sem receios e sem medos.